quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Anvisa suspende medicamento e anuncia recolhimento

        A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão da distribuição, comércio e uso, em todo o País, dos lotes BLXCB3003A e BLXCB3006A do medicamento genérico Cefalexina (cápsula de 500 mg), fabricado pela empresa Aurobindo Pharma Indústria Farmacêutica Ltda. Os lotes em questão apresentaram resultados insatisfatórios no ensaio de aspecto.
      Também foram suspensas todas as propagandas que atribuam propriedades não estabelecidas pela Legislação Sanitária, divulgadas em todo e qualquer tipo de mídia, relativo ao alimento Shot B (produto multivitamínico a base de guaraná) fabricado pela empresa Arte Nativo Produtos Naturais.
        As propagandas estavam fazendo indicações não aprovadas pela Anvisa e que podem induzir o consumidor a engano em relação a verdadeira natureza deste alimento.
          Recolhimento voluntário
       A Anvisa também deu publicidade ao recolhimento voluntário do produto Absorvente Interno com Aplicador Intimus e Intimus Evolution, fabricados pela empresa Kimberly-Clark Indústria e Comércio de Produtos de Higiene entre janeiro de 2011 e março de 2013. Ficam suspensas a distribuição, comércio e uso das unidades dos produtos citados. A medida se deve pelo produto apresentar desvio de qualidade em seus aplicadores.

FONTE: CFF (CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA)
Data: 16/10/2013

REFERÊNCIA
http://www.cff.org.br/noticia.php?id=1384&titulo=Anvisa+suspende+medicamento+e+anuncia+recolhimento

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Nova descoberta pode levar a cura de Alzheimer

      A descoberta da primeira substância química capaz de prevenir a morte do tecido cerebral em uma doença que causa degeneração dos neurônios foi aclamada como um momento histórico e empolgante para o esforço científico. Ainda é necessário maior investigação para desenvolver uma droga que possa ser usada por doentes. Mas os cientistas dizem que um medicamento feito a partir da substância poderia tratar doenças como Alzheimer, Mal de Parkinson, Doença de Huntington, entre outras.
     Em testes feitos com camundongos, a Universidade de Leicester, na Grã-Bretanha, mostrou que a substância pode prevenir a morte das células cerebrais causada por doenças priônicas, que podem atingir o sistema nervoso tanto de humanos como de animais. A equipe do Conselho de Pesquisa Médica da Unidade de Toxicologia da universidade focou nos mecanismos naturais de defesa formados em células cerebrais. Quando um vírus atinge uma célula do cérebro o resultado é um acúmulo de proteínas virais. As células reagem fechando toda a produção de proteínas, a fim de deter a disseminação do vírus. No entanto, muitas doenças neurodegenerativas implicam na produção de proteínas defeituosas ou "deformadas". Estas ativam as mesmas defesas, mas com consequências mais graves.
    As proteínas deformadas permanecem por um longo tempo, resultando no desligamento total da produção de proteína pelas células do cérebro, levando a morte destas. Este processo, que acontece repetidamente em neurônios por todo o cérebro, pode destruir o movimento ou a memória, ou até mesmo matar, dependendo da doença.
       "Extraordinário" - Acredita-se que este processo aconteça em muitas formas de neurodegeneração, por isso, interferir este processo de modo seguro pode resultar no tratamento de muitas doenças. Os pesquisadores usaram um composto que impediu os mecanismos de defesa de se manifestarem, e por sua vez interrompeu o processo de degeneração dos neurônios.
      O estudo, divulgado na publicação científica Science Translational Medicine, mostrou que camundongos com doença de príon desenvolveram problemas graves de memória e de movimento. Eles morreram em um período de 12 semanas. No entanto, aqueles que receberam o composto não mostraram qualquer sinal de tecido cerebral sendo destruído.
   A coordenadora da pesquisa, Giovanna Mallucci, disse à BBC: "Eles estavam muito bem, foi extraordinário." "O que é realmente animador é que pela primeira vez um composto impediu completamente a degeneração dos neurônios." "Este não é o composto que você usaria em pessoas, mas isso significa que podemos fazê-lo, e já é um começo", disse Mallucci. Ela disse que o composto oferece um "novo caminho que pode muito bem resultar em drogas de proteção" e o próximo passo seria empresas farmacêuticas desenvolverem um medicamento para uso em seres humanos.
      O laboratório de Mallucci também está testando o composto em outras formas de neurodegeneração em camundongos, mas os resultados ainda não foram publicados. Os efeitos colaterais são um problema. O composto também atuou no pâncreas, ou seja, os camundongos desenvolveram uma forma leve de diabetes e perda de peso. Qualquer medicamento humano precisará agir apenas sobre o cérebro. No entanto, o composto dá aos cientistas e empresas farmacêuticas um ponto de partida.
       Estudo de referência
       Comentando a pesquisa, Roger Morris da King’s College London, disse: "Esta descoberta, eu suspeito, será julgada pela história como um acontecimento importante na busca de medicamentos para controlar e prevenir o Alzheimer." Ele disse à BBC que uma cura para a doença de Alzheimer não era iminente, mas disse que está "muito animado, pois é o primeiro teste feito em um animal vivo que prova ser possível retardar a degeneração de neurônios." "O mundo não vai mudar amanhã, mas este é um estudo de referência."
      David Allsop, professor de neurociência da Universidade de Lancaster descreveu os resultados como "muito impressionante e encorajador", mas advertiu que era necessário mais pesquisas para ver como as descobertas se aplicam a doenças como Alzheimer e Parkinson .
      Eric Karran, diretor de pesquisa da organização sem fins lucrativos Alzheimer’s Research UK, disse: "Focar em um mecanismo relevante para uma série de doenças neurodegenerativas poderia render um único medicamento com benefícios de grande alcance, mas este composto ainda está em uma fase inicial.” "É importante que estes resultados sejam repetidos e testados em outras doenças neurodegenerativas, incluindo o mal de Alzheimer."

FONTE: CFF (CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA)
Data: 14/10/2013

REFERÊNCIA
http://www.cff.org.br/noticia.php?id=1371&titulo=Nova+descoberta+pode+levar+a+cura+de+Alzheimer

Primeira vacina contra malária pode entrar no mercado a partir de 2014

 A fabricante de medicamentos britânica GlaxoSmithKline buscará aprovação para comercializar a primeira vacina de malária do mundo no ano que vem, depois que dados de testes mostraram que a vacina reduziu de maneira significante os casos da doença em crianças na África.
      A vacina conhecida como "RTS,S" cortou quase pela metade o número de casos de malária em crianças pequenas. Os participantes do teste foram acompanhados por 18 meses. O produto também reduziu em cerca de um quarto o número de casos de malária em bebês.
       "Com base nestes dados, a GSK agora pretende enviar, em 2014, um pedido regulatório à Agência Europeia de Medicamentos (EMA)", disse a GSK, que vem desenvolvendo a vacina há três décadas, em uma declaração à imprensa.
        A empresa complementou que a Organização Mundial da Saúde (OMS), que tem sede em Genebra, já indicou que recomendará o uso da vacina RTS,S a partir de 2015 se as autoridades regulatórias da EMA apoiarem seu pedido de licença.
      Expectativas de que a RTS,S seria, no entanto, a resposta final à doença foram refreadas no ano passado depois que um estudo de estágio final com 6.537 bebês com idades entre seis e 12 semanas mostrou que a vacina oferecia apenas uma proteção modesta, reduzindo os episódios da doença em 30% em comparação à imunização com uma vacina de controle.

FONTE: CFF (CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA)
DATA: 10/10/2013

REFERÊNCIA
http://www.cff.org.br/noticia.php?id=1366&titulo=Primeira+vacina+contra+mal%C3%A1ria+pode+entrar+no+mercado+a+partir+de+2014


Cientistas usam remédio contra pressão alta para combater o câncer

   LONDRES - Um medicamento usado para controlar a pressão arterial poderia ajudar a aumentar a expectativa de vida contra o câncer. Após testes bem-sucedidos em camundongos, os médicos planejam dar losartan a pacientes com câncer do pâncreas, um dos mais preocupantes tipos de tumor, segundo um artigo da “Nature Communications”.
    Pesquisadores do Hospital de Massachusetts estão recrutando voluntários com câncer de pâncreas para testar a combinação da nova droga com quimioterapia. Embora o tratamento não os cure, os pesquisadores esperam que ele garanta mais meses ou anos de vida.
        O losartan vem sendo usado por mais de uma década como um medicamento para controlar a pressão arterial. Ele funciona por fazer os vasos sanguíneos relaxarem ou dilatarem, de modo que eles possam carregar mais sangue, aliviando a pressão.
        A equipe de Massachusetts descobriu que a droga é benéfica em camundongos com câncer de mama e pâncreas. Ela melhorou o fluxo de sangue em volta dos tumores permitindo que a quimioterapia atingisse mais precisamente o seu alvo. Os roedores que receberam o remédio sobreviveram por mais tempo.
        - Este é um estudo interessante em camundongos que lança luz sobre por que drogas para hipertensão podem melhorar a eficiência da quimioterapia, mas nós ainda não sabemos se elas funcionam exatamente da mesma forma em pessoas - afirmou à BBC a pesquisadora Emma Smith, do Centro de Pesquisa de Câncer do Reino Unido.

FONTE: CFF (CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA)
DATA: 10/10/2013

REFERÊNCIA
http://www.cff.org.br/noticia.php?id=1368&titulo=Cientistas+usam+rem%C3%A9dio+contra+press%C3%A3o+alta+para+combater+o+c%C3%A2ncer++

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

FDA: Duavee é aprovado para tratar sintomas da menopausa e prevenir a osteoporose

      A Food and Drug Administration (FDA) aprovou uma medicação à base de estrogênio conjugado e bazedoxifeno, o Duavee, para tratar mulheres com sintomas vasomotores moderados a graves associados à menopausa, bem como prevenir a osteoporose pós-menopausa.
   A nova medicação (Duavee, da Wyeth Pharmaceuticals, uma divisão da Pfizer) é a primeira a combinar estrogênios conjugados com o bazedoxifeno. O bazedoxifeno reduz o risco de hiperplasia do endométrio, um possível precursor do câncer associado ao componente de estrogênio do medicamento. A combinação de estrogênios conjugados e bazedoxifeno está indicada apenas para as mulheres na pós-menopausa que ainda têm útero, de acordo com a FDA.
        O bazedoxifeno é um medicamento que, tal como o tamoxifeno, pertence a uma classe de fármacos conhecidos como moduladores seletivos de receptores estrogênicos (SERMs). Sabe-se que estas drogas têm a capacidade de se comportarem como estrogênio em alguns tecidos, enquanto bloqueiam significativamente a ação do estrogênio em outros tecidos. Mas, ao contrário do tamoxifeno, o bazedoxifeno tem algumas das propriedades de um grupo mais recente de medicamentos, conhecidos como degradadores seletivos de receptores estrogênicos, ou SERDs, o que pode ter como alvo a destruição de receptores de estrogênio.
        Em um comunicado à imprensa, a Pfizer observou que os fabricantes de medicamentos que produzem produtos de estrogênio para controlar os sintomas da pós-menopausa em mulheres com útero, tradicionalmente adicionam a progesterona para diminuir o risco de hiperplasia endometrial. Bazedoxifeno é um substituto da progestina no novo medicamento aprovado.
        A FDA aconselha os médicos a prescreverem a nova medicação "pela menor duração consistente com as metas e os riscos do tratamento", como fariam com qualquer outro produto contendo estrogênio. Eles também podem prescrever o fármaco apenas para prevenir a osteoporose. No entanto, essa indicação é apenas para mulheres que estão em um risco significativo de perda de massa óssea e os clínicos devem primeiro considerar alternativas que não contenham estrogênio.
         Espasmos musculares, náuseas, diarreia, dispepsia, dor abdominal superior, tonturas, dor de garganta e dor no pescoço foram os eventos adversos mais comuns observados em pacientes durante os ensaios clínicos. A droga, um comprimido tomado uma vez por dia, virá com o mesmo alerta nas bulas, bem como outras advertências e precauções que aparecem nos rótulos de produtos à base de estrogênio previamente aprovados.
       A previsão é que a medicação esteja disponível nos Estados Unidos, o primeiro país a aprovar tal medicamento, no primeiro trimestre de 2014.

REFERÊNCIA

NEWS.MED.BR, 2013. FDA: Duavee é aprovado para tratar sintomas da menopausa e prevenir a osteoporose. Disponível em: <http://www.news.med.br/p/pharma-news/501695/fda-duavee-e-aprovado-para-tratar-sintomas-da-menopausa-e-prevenir-a-osteoporose.htm>. Acesso em: 9 out. 2013.

http://www.fda.gov/drugs/newsevents/ucm370679.htm

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Medicamentos podem comprometer a saúde no trânsito

Não há no Brasil estatísticas que demonstrem a quantidade de acidentes de trânsito que são causados pelo uso de medicamentos pelos motoristas. Segundo pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz, o Brasil está entre maiores consumidores de medicamentos do mundo. Mas, além dos malefícios que o uso indiscriminado de medicamentos traz para a saúde, outro aspecto deve ser levado em consideração: um simples analgésico ou um antigripal pode prejudicar o desempenho do motorista na direção segura. “Todo medicamento altera alguma coisa no organismo. Por isso, deve-se estar atento para o que é alterado mais frequentemente. Nos casos de medicamentos mais comuns, como analgésicos, antialérgicos e antigripais, se há chance de sonolência, isso deve ser avisado aos pacientes e consumidores” explica o médico do Instituto de Psiquiatria da USP, David de Barros. Ainda que as bulas apresentem todas as informações, o médico e diretor da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), Dirceu Rodrigues Alves Junior, alerta para os medicamentos que não restringem especificamente a direção de veículos ou o uso de outros equipamentos, mas que, mesmo assim, podem alterar a rapidez do raciocínio em tempo de resposta, visão, audição e outros sentidos necessários para condução de um automóvel. “Muitas vezes uma simples dipirona em um organismo sensível a este componente pode causar problemas de concentração e moleza no corpo. É preciso que seja feito um acompanhamento muito próximo e que o próprio consumidor analise sua situação antes de pegar um carro e dirigir”, complementa. policial", diz Modesto.

FONTE: CRF-RJ (CONSELHO REGIONAL DE FARMÁCIA DO RIO DE JANEIRO)
Data: 04/10/2013

REFERÊNCIA
http://www.crf-rj.org.br/crf/noticia/4017/medicamentos-podem-comprometer-a-saude-no-transito.htm

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Vacina brasileira contra dengue começa a ser testada no país em outubro

        O Instituto Butantan, em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), inicia em outubro os testes em seres humanos de uma vacina contra a dengue. A vacina está sendo desenvolvida para combater, em uma única dose, os quatro tipos da doença já identificados no mundo. Segundo Alexander Precioso, diretor de Ensaios Clínicos do Butantan, nenhum outro país tem uma vacina como essa.
       A vacina começou a ser desenvolvida em 2006, juntamente com os institutos nacionais de Saúde dos Estados Unidos. Os vírus foram identificados no país norte-americano e, posteriormente, transferidos para o Butantan, em 2010.
      A técnica utiliza o chamado vírus atenuado. “Isso ignifica que o próprio vírus da dengue é modificado para que seja capaz de fazer com que as pessoas produzam anticorpos, mas sem desenvolver a doença”, explicou Precioso.
       Os cientistas já testaram a vacina em mais de 600 norte-americanos. “Os estudos lá mostraram que é uma vacina segura e que foi capaz de fazer com que as pessoas produzissem anticorpos contras os quatro vírus”, disse ele. O pesquisador explicou ainda que, nesses voluntários, não foram observados efeitos colaterais importantes, apenas dor e vermelhidão no local da aplicação, sensação comum para vacinas.
       Porém, como os Estados Unidos não são uma região endêmica para a dengue, nenhum voluntário que recebeu a imunização havia contraído a doença antes. No Brasil, os testes vão envolver também pessoas que já tiveram dengue.
      O cientista disse que, com base em estudos publicados no Sudoeste Asiático e nos Estados Unidos, pacientes com histórico de dengue poderão receber a imunização sem risco à saúde. “No início do desenvolvimento da vacina lá [nos Estados Unidos], algumas pessoas receberam vacina monovalente, só de um tipo, e depois outra dose de um vírus diferente, para ver se quem já tinha o passado de dengue correria risco”, explicou.
    Em uma primeira etapa dos testes brasileiros, que começam nesta semana, serão recrutados 50 voluntários da capital paulista, todos adultos saudáveis e que nunca tiveram dengue, com idade entre 18 e 59 anos, de ambos os sexos. Eles vão ser imunizados em duas doses, com intervalo de seis meses entre elas.
       A próxima etapa vai incluir pessoas com histórico de dengue e a vacina será aplicada em dose única. Serão 250 voluntários da capital paulista e da cidade de Ribeirão Preto, no interior do estado.
       “Nós trabalhamos com a hipótese de que ela [vacina] será trabalhada em uma dose, mas nos primeiros 50 voluntários serão duas doses”, disse Precioso. “Os resultados de lá [Estados Unidos] demonstraram que a vacina já atua apenas com uma dose. Como ela vai ser, pela primeira vez, utilizada em uma região endêmica de dengue, vamos avaliar os dois esquemas [uma ou duas doses] e os dois tipos de população [já tiveram ou nunca tiveram dengue]”, acrescentou.
        A terceira e última fase vai recrutar pessoas de diversas partes do país, de várias idades. “Ela vai gerar o resultado de que nós precisamos para solicitar o registro na Anvisa e, a partir daí, a vacina estará disponível”. A previsão dos pesquisadores é de que a vacina chegue à população em cinco anos.

FONTE: ANVISA (AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA)
Data: 02/10/2013

REFERÊNCIA

http://www.cff.org.br/noticia.php?id=1329&titulo=Vacina+brasileira+contra+dengue+come%C3%A7a+a+ser+testada+no+pa%C3%ADs+em+outubro