sexta-feira, 20 de março de 2015

Medicamento Mesna tem lote suspenso por conter corpo estranho na ampola

A Anvisa realiza suspensão da distribuição, comércio e uso do lote nº 344878 do medicamento Mesna 100 mg solução injetável da empresa Eurofarma Laboratórios S.A.
O lote do remédio, usado para prevenção dos efeitos tóxicos de alguns medicamentos para tratamento de câncer, foi suspenso por conter corpo estranho na ampola.
A medida está na Resolução nº 793, publicada nesta segunda-feira (16/3) no Diário Oficial da União (DOU).

Fonte: ANVISA (AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA)
DATA: 16/03/2015

REFERÊNCIA:
Disponível em:
http://portal.anvisa.gov.br/wps/content/anvisa+portal/anvisa/sala+de+imprensa/menu++noticias+anos/2015/medicamento+mesna+tem+lote+suspenso+por+conter+corpo+estranho+na+ampola


JAMA: ácido fólico associado ao enalapril pode ajudar na prevenção primária do AVC em adultos com hipertensão

A incerteza permanece sobre a eficácia da terapia com ácido fólico para a prevenção primária de AVC por causa de dados limitados e inconsistentes. Com o objetivo de testar a hipótese de que a terapia com enalapril e ácido fólico é mais eficaz na redução do primeiro episódio de AVC do que a terapia apenas com o enalapril foi realizado um ensaio clínico entre adultos chineses com hipertensão arterial.
O estudo The China Stroke Primary Prevention Trial, publicado pelo The Journal of the American Medical Association (JAMA), um ensaio clínico randomizado, duplo-cego, realizado de 19 de maio de 2008 a 24 de agosto de 2013, em 32 comunidades de províncias da China, contou com a participação de um total de 20.702 adultos com hipertensão sem histórico de acidente vascular cerebral ou infarto do miocárdio (MI).
Os participantes elegíveis foram estratificados pelo genótipo MTHFR C677T (CC, CT, e TT), sendo aleatoriamente designados a receber tratamento diário duplo-cego, com uma combinação em pílula única contendo enalapril 10 mg e ácido fólico 0,8 mg (n=10.348) ou um comprimido contendo apenas enalapril 10 mg (n=10.354).
O desfecho primário foi a ocorrência do primeiro evento de acidente vascular cerebral (AVC). Os desfechos secundários incluíram primeiro AVC isquêmico; primeiro AVC hemorrágico; infarto do miocárdio (IM); um composto de eventos cardiovasculares que consistem de morte cardiovascular, infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral e todas as causas de morte.
Durante um tratamento com duração média de 4,5 anos, em comparação com o grupo que recebeu apenas o enalapril, o grupo ácido fólico-enalapril teve uma redução significativa do risco do primeiro AVC (2,7% dos participantes do grupo de ácido fólico-enalapril vs 3,4% no grupo enalapril sozinho), primeiro acidente vascular cerebral isquêmico (2,2% com ácido fólico-enalapril vs 2,8% com enalapril sozinho) e os eventos cardiovasculares compostos constituídos de morte cardiovascular, infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (3,1% com ácido fólico-enalapril vs 3,9% com enalapril sozinho). Os riscos de acidente vascular cerebral hemorrágico, IM e todas as causas não diferiram significativamente entre os dois grupos de tratamento. Não houve diferenças significativas entre os dois grupos de tratamento nas frequências de eventos adversos.
Entre os adultos chineses com hipertensão, sem histórico de acidente vascular cerebral ou infarto do miocárdio, o uso combinado de enalapril e ácido fólico, em comparação com enalapril sozinho, reduziu significativamente o risco do primeiro evento de acidente vascular cerebral. Estes resultados são consistentes com os benefícios do uso de folato entre adultos com hipertensão e que apresentem baixos níveis de folato.


Fonte: NEWS MED
DATA: 16/03/2015

REFERÊNCIAS:
Disponível em:
http://jama.jamanetwork.com/journal.aspx



segunda-feira, 16 de março de 2015

Os esconderijos do HIV

Pesquisadores da Emory Uni-versity, nos Estados Unidos, anunciaram na última semana um passo importante em direção ao melhor controle da Aids. Eles conseguiram, pela primeira vez no mundo, usar um exame de imagem para identificar os locais do corpo onde o HIV, o vírus responsável pela doença, pode continuar a se esconder mesmo depois de iniciado o tratamento com as drogas anti-retrovirais. Encontrar esses esconderijos é uma etapa fundamental rumo à cura da doença. Hoje, apesar da extrema eficácia do coquetel de drogas e de muitos pacientes apresentarem níveis de carga virais muito baixas, sabe-se que concentrações de vírus permanecem presentes em diversos pontos do organismo. São os chamados reservatórios. A grande dificuldade é mapeá-los e criar formas de destruir o HIV dentro deles.
O método testado foi o PET Scan, um dos exames de imagens mais modernos disponíveis. O experimento foi feito em macacos portadores do SIV submetidos à terapia antiviral. O SIV é um vírus considerado uma espécie de HIV de macacos por apresentar características muito semelhantes ao agente que ataca os seres humanos. É usado de forma padrão nos estudos sobre a Aids que antecedem a etapa das pesquisas em pessoas. O corpo todo das cobaias foi mapeado. O retrato revelou a presença de uma proteína associada ao vírus em pontos como o nariz, órgãos reprodutivos, rins e pulmões. "A técnica nos permitiu detectar áreas que até hoje haviam recebido pouca atenção", disse à ISTOÉ François Villinger, líder do trabalho. Análise feita após a morte dos animais comprovou a presença do vírus em células dos locais apontados pelo PET Scan.
O cientista está otimista em relação ao potencial do exame para contribuir com a cura. "Poderemos usá-lo para descobrir a presença residual do HIV em pacientes que tomam os remédios", acredita. "E tirar a medicação pouco a pouco quando for possível." Villinger e seu time já preparam o teste de eficácia do PET Scan para visualizar o HIV em seres humanos.
Fonte: IstoÉ

Fonte: CFF ( Conselho Federal de Farmácia)
DATA: 16/03/2015

REFERÊNCIA:
Disponível em:
http://www.cff.org.br/noticia.php?id=2644&titulo=Os+esconderijos+do+HIV




Diabetologia: estatina pode aumentar risco de diabetes mellitus em 46%, de acordo com o estudo METSIM








Um total de 8.749 participantes não-diabéticos, com idade entre 45 e 73 anos, foram acompanhados por cerca de seis anos. A diabetes foi diagnosticada em 625 homens (casos novos) por meio de um teste oral de tolerância à glicose (TOTG), HbA1c ≥ 6.5% (48 mmol/mol) ou por medicação hipoglicemiante iniciada durante o acompanhamento (follow-up). A sensibilidade à insulina e a secreção de insulina foram avaliadas com índices derivados do TOTG.
Os participantes sob tratamento com estatinas (n=2.142) tiveram um aumento de 46% no risco de diabetes tipo 2. O risco foi dependente da dose de sinvastatina e atorvastatina usadas. O tratamento com estatinas aumentou significativamente a glicemia pós-prandial e o TOTG durante o tempo da concentração do fármaco no plasma, com um aumento significativo na glicemia de jejum (FPG). A sensibilidade à insulina foi reduzida em 24% e a secreção de insulina em 12% em indivíduos em tratamento com estatinas, em comparação com indivíduos sem tratamento com estatina (p<0,01). A diminuição na sensibilidade à insulina e na secreção de insulina foi dependente da dose de sinvastatina e atorvastatina usadas.
Concluiu-se que o tratamento com estatinas aumentou o risco de diabetes tipo 2 em 46% nos pacientes estudados. Estas medicações foram atribuídas a uma diminuição da sensibilidade à insulina e da secreção de insulina.

Fonte: NEWS MED
DATA: 13/03/2015

REFERÊNCIAS:
Disponível em:
<http://www.news.med.br/p/medical-journal/747742/diabetologia-estatina-pode-aumentar-risco-de-diabetes-mellitus-em-46-de-acordo-com-o-estudo-metsim.htm>

http://www.diabetologia-journal.org/