segunda-feira, 1 de junho de 2015

Risco aumentado de infecção com o uso de tratamento biológico em pacientes com artrite reumatoide: revisão sistemática e meta-análise publicada pelo The Lancet



As infecções são uma grande preocupação para os pacientes com artrite reumatoide, considerando os tratamentos disponíveis. As evidências são inconsistentes para determinar se os medicamentos biológicos estão associados a um risco aumentado de infecção em comparação com as drogas antirreumáticas tradicionais modificadoras do curso da doença (DMARDs).
Pesquisadores da University of Ottawa, Canadá, e da University of Alabama, em Birmingham, EUA, fizeram uma revisão sistemática e meta-análise de infecções graves em portadores de artrite reumatoide tratados com medicamentos biológicos em comparação com aqueles tratados com DMARDs tradicionais.
Foi realizada uma busca sistemática da literatura com dados do Medline, Embase, Cochrane Central Register of Controlled Trials e ClinicalTrials.gov desde sua criação até 11 de fevereiro de 2014. Os termos de pesquisa incluíram "biológicos", "artrite reumatoide" e seus sinônimos. Os ensaios clínicos eram elegíveis para a revisão se incluíssem qualquer um dos medicamentos biológicos aprovados e relatassem infecções graves. Após análises estatísticas, foi avaliado o risco de infecções graves em pacientes com artrite reumatoide que foram tratados com medicamentos biológicos, em comparação com aqueles tratados com DMARDs tradicionais. O odds ratio (OR) de infecção grave foi a principal medida de efeito de tratamento.
A revisão sistemática identificou 106 ensaios com relatos de infecções graves e que incluíam pacientes com artrite reumatoide que receberam medicamentos biológicos. Comparados aos DMARDs tradicionais, os medicamentos biológicos de dose-padrão e os de altas doses foram associados a um risco aumentado de infecções graves, embora medicamentos biológicos de baixa dose não o foram. O risco foi menor nos pacientes não tratados previamente com metotrexato em comparação com os tratados com os DMARDs tradicionais ou aqueles tratados com medicamentos biológicos anti-fator de necrose tumoral, conhecidos como anti-TNF alfa. O aumento absoluto no número de infecções graves por 1.000 doentes tratados anualmente variou de seis, com a dose padrão de medicamentos biológicos, a 55 para a terapia de combinação biológica, em comparação com os DMARDs tradicionais.
Concluiu-se que o uso de medicamentos biológicos em dose-padrão ou em altas doses (com ou sem DMARDs tradicionais) está associado a um aumento de infecções graves em pacientes com artrite reumatoide em comparação com o uso de DMARDs tradicionais, embora os medicamentos biológicos em baixas doses não tenham aumentado o risco de infecção nos pacientes estudados.
Os médicos devem discutir os benefícios e os riscos dessas medicações com cada paciente antes de iniciar o tratamento biológico para a artrite reumatoide.
O estudo foi financiado pela Divisão de Reumatologia da Universidade do Alabama em Birmingham.


Fonte: NEWS MED
DATA: 13/05/2015

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quinta-feira, 28 de maio de 2015

Vacina duas vezes mais eficiente é criada contra o herpes

Pesquisadores descobriram, em um experimento extenso e randomizado, que uma vacina desenvolvida recentemente contra o herpes-zóster é aproximadamente duas vezes mais eficiente que a usada atualmente.
Os pesquisadores estudaram a vacina, que ainda não foi aprovada para uso geral, em mais de 15 mil pessoas com idade média de 62 anos. Metade do grupo recebeu duas doses da vacina e a outra metade injeções de placebo. O estudo foi financiado pela GlaxoSmithKline e publicado no periódico The New England Journal of Medicine.
Ao longo de três anos, os casos confirmados de herpes-zóster foram seis para o grupo vacinado e 210 para o que recebeu o placebo. De um modo geral, a eficácia da vacina foi de 97,2%, sem variação de acordo com a idade. A vacina usada atualmente contra o herpes-zóster, Zostavax, produzida pela Merck & Co., tem eficácia de 70% para a faixa etária de 50 a 59 anos, 64% para a faixa etária de 60 a 69 anos e apenas 38% para os maiores de 70 anos.
Foram verificados mais efeitos colaterais adversos entre o grupo vacinado, geralmente dores no local de injeção, dores musculares e fadiga, e poucos com duração de mais que três dias. Em média, porém, não houve diferenças de um modo geral entre os efeitos colaterais dos dois grupos em um período de três anos e meio.
"Estamos bastante animados com os resultados. Eles nos mostram que a vacina tem potencial de fornecer benefícios substanciais na prevenção de uma doença dolorosa, especialmente para os idosos", afirmou o Dr. Thomas C. Heineman, principal autor do estudo e pesquisador da GlaxoSmithKline.
Fonte: The New York Times


Fonte: CRF-PA (Conselho Regional de Farmácia-Pará)
DATA: 13/05/2015

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LOTE DE MEDICAMENTO DA MEDLEY É SUSPENSO

A Anvisa realizou a suspensão da distribuição, comercialização e uso do lote 14070329  do antibiótico Cefaclor, suspensão oral, nas concentrações de 250mg/5ml e 375mg/5ml. O produto é fabricado pela Medley Farmacêutica Ltda.
A empresa fabricante comunicou o recolhimento voluntário do lote do medicamento em razão de alguns cartuchos apresentarem concentração de 250mg/5ml apesar de constar na embalagem que o produto continha 375mg/5ml.
A medida está na Resolução nº 1429, publicada nesta quarta-feira (13/5) no Diário Oficial da União (DOU).

Fonte: ANVISA
DATA: 13/05/2015

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quarta-feira, 27 de maio de 2015

Injeção sem picada deve chegar ao mercado em 2017

Acabar com o famigerado medo de injeção e, de quebra, aumentar a eficiência na aplicação das vacinas através de um sistema adesivo onde o próprio paciente pode administrar os remédios. O cenário, inimaginável há alguns anos, pode se tornar realidade até 2017 graças a um estudo desenvolvido por pesquisadores dos Estados Unidos.
O trabalho foi desenvolvido no Instituto de Tecnologia da Georgia, em Atlanta, nos Estados Unidos, e consiste em um adesivo capaz de abrigar 100 micro agulhas e que podem ser aplicadas nos pacientes de forma praticamente indolor. A técnica também zera os riscos de transmissão de doenças através de agulhas contaminadas.
Segundo o pesquisador norte-americano Mark Prausnitz, que coordenou os trabalhos, o sistema é tão simples que permite que os próprios pacientes façam a aplicação em suas casas, sem ajuda de médicos. "Com isso, os centros de saúde podem cortar despesas em equipamentos de armazenamento dos medicamentos. O paciente, por sua vez, ganha tempo e não precisa sair de casa para tomar as vacinas", informou.
Segundo os pesquisadores, o curso para a produção dos adesivos não é maior que o custo atual para a produção da vacina convencional. "Para rubéola, por exemplo, cada adesivo custa perto de US$ 1,30 (cerca de R$ 3,90)", ressalta o pesquisador. O estudo pesquisou ainda a criação de vacinas contra sarampo, gripe, tuberculose e outras moléstias cujas vacinas são administradas, hoje, através de injeções.
Ele ressaltou, ainda, que a eficácia do método é no mínimo igual à observada com as agulhas tradicionais. "Mostramos que o emplastro com agulhas microscópicas pode vacinar no mínimo com a mesma eficiência e provavelmente melhor do que a tradicional agulha", disse.
A possibilidade de fugir das injeções foi o que mais chamou a atenção da professora Cristiane Aparecida Salvador, 37. Ela, que evita ao máximo as aplicações, conta que o desconforto que sente com as picadas é tão grande que pede, inclusive, para familiares levarem o filho, de dois meses, para as doses de vacinação.
"Não gosto de agulha, tenho um medo danado. Não posso nem ver. Pra mim, seria muito melhor essa aplicação por adesivos. Espero que chegue logo ao mercado", comentou. Já o assistente social Guilherme Moraes,  30, ficou entusiasmado com a ideia. "Não sei quando começou, mas começo a passar mal só de pensar em tomar vacina. Já deixei de tomar algumas e também não tiro sangue. Só enfrento a picada quando é inevitável. Mas já fui pior, hoje ainda consigo encarar. Antes, dava show", conta ele, que ficou interessado em saber quando os adesivos vão estar disponíveis no Brasil. "Que maravilha, tomara que chegue logo", disse.
Como funciona
O adesivo é composto por agulhas microscópicas feitas de plástico biodegradável. Depois de ser utilizado, não deixa marcas na pele. Dentro dessas agulhas, que funcionam como uma espécie de cápsula, ficam microdoses da vacina.
Depois da aplicação, essas agulhas penetram na pele e começam a se dissolver,liberando a vacina para o paciente. Em 20 minutos, a vacina já está toda no organismo e o adesivo pode ser retirado e jogado fora.
Ainda segunda Prausnitz, os adesivos não demandam treinamento para serem aplicados nem precisam de condições especiais de armazenamento. "O processo é mais amigável para as pessoas com medo de injeções, além de ser até 20 vezes mais confortável, de acordo com testes realizados em grupos de pacientes. Uma vantagem adicional é que a injeção é fácil e  pode ser aplicada, em casa, sem fazer que as pessoas tenham de ir ao médico ou mesmo parar as tarefas cotidianas", afirma.
Para o gestor de saúde pública Eder Waki, a iniciativa pode significar economia de recursos aos cofres públicos. "O Brasil realiza uma série de campanhas de vacinação que, nesse sistema, poderiam ser feitas pelos próprios pacientes, sem a necessidade dos profissionais da saúde. Isso certamente traria economia", disse.

Testes
A nova forma de vacinação recebe financiamento do CDC (sigla em inglês para Centro de Controle de Doenças), entidade que regula o mercado de medicamentos nos Estados Unidos, e da fundação Bill and Melinda Gates. As pesquisas em animais já se mostraram efetivas e os testes em humanos devem começar até 2017.
Em uma pesquisa realizada em Atlanta com cem pessoas e publicada na revista Vaccine, foi constatado que os pacientes são capazes de fazer a aplicação da vacina contra a gripe com alto índice de sucesso, o que abre margem para a auto-aplicação.
O estudo também sugeriu que a utilização da vacina no adesivo pode aumentar a taxa de vacinação. No estudo, 46% afirmaram que haviam tomado a vacina convencional contra a gripe anteriormente, sendo a aplicação feita por agulhas tradicionais, em centros médicos, índice que passou a 65% depois que os pacientes receberam em casa a vacina e fizeram a auto-aplicação. "Nosso sonho é que ver vacinas disponíveis em lojas ou enviadas pelo correio para as pessoas se auto-administrarem", disse Prausnitz. "As pessoas podem levá-las para casa e aplicá-las em toda a família. Queremos chegar a mais pessoas vacinadas e aliviar os profissionais de saúde do fardo de dar esses milhões de vacinas", concluiu.
Fonte: CRF-PA (Conselho Regional de Farmácia-Pará)
DATA: 12/05/2015

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