quarta-feira, 29 de abril de 2015

Paracetamol interfere em nossas emoções, afirma estudo

O paracetamol é o principal ingrediente do analgésico Tylenol para a dor física, mas um estudo revelou que a substância pode influenciar em nossas emoções. O composto tem sido usado há mais de 70 anos, mas esta é a primeira vez que este efeito colateral foi descoberto.
Pesquisas anteriores já haviam mostrado que o acetaminofeno, substância presente no medicamento, trabalha não só sobre a dor física, mas também sobre a dor psicológica. De acordo com pesquisadores da Universidade Estadual de Ohio, EUA, o paracetamol pode influenciar nas nossas percepções emocionais.
Porém, o estudo realizado pela Universidade Estadual de Ohio, EUA, foi mais a fundo. De acordo com o principal autor, Geoffrey Durso, ao invés de ser apenas um analgésico, a acetaminofeno influencia nas emoções das pessoas.
Baldwin Way, um professor assistente de psicologia da Universidade, acrescentou que das pessoas que participaram do experimento, as que tomaram o analgésico não sabiam que reagiam de forma diferente.
Os participantes do estudo foram convidados a verem 40 fotografias selecionadas a partir de um banco de dados usado por pesquisadores ao redor do mundo, a fim de provocar respostas emocionais.
Depois de ver cada foto, os participantes foram convidados a avalia-las como positivos ou negativos, em uma escala que vai de extremamente negativa a extremamente positiva.
Os resultados mostraram que os participantes que tomaram o paracetamol avaliaram todas as fotografias menos extremas do que aqueles que o tomaram.
Uma possibilidade é que o paracetamol muda a forma como as pessoas julgam a magnitude. Os cientistas afirmaram que acetaminofeno pode atenuar julgamentos mais amplos dos indivíduos em todos os aspectos, isto é, não apenas nas situações de conteúdo emocional.
Os pesquisadores não sabem se outros analgésicos, como o ibuprofeno e aspirina têm o mesmo efeito, embora eles planejem descobrir em pesquisas futuras.
Fonte: Daily Mail


Fonte: CRF-PA (Conselho Regional de Farmácia-PA)
DATA: 15/04/2015

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terça-feira, 28 de abril de 2015

Anvisa suspende Lavolho Colírio sem registro comercializado pela Internet

A Anvisa determinou suspensão, em todo território nacional, da fabricação, distribuição, divulgação, comercialização e uso de Lavolho Colírio.  O produto não possui registro na Agência.
A empresa Laboratório Regius Ltda não produz e nem comercializa este produto desde 2010. Apesar disso, as vendas eram feitas, de forma irregular, por drogarias na Internet e em alguns sites, que utilizavam o número de registro cancelado do colírio. O produto será o recolhido do mercado.
A medida está na Resolução nº 1146, publicada nesta quarta-feira (15/4) no Diário Oficial da União (DOU).


Fonte: ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária)
DATA: 15/04/2015

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Droga usada contra leucemia pode tratar outros tipos de câncer

Estudo da Universidade de Harvard identificou uma substância, já usada em outras terapias, que se mostrou mais eficaz no combate ao câncer por atacar células-tronco da doença. As terapias-alvo vêm se popularizando no mundo no combate ao câncer. Elas atacam diretamente as células cancerosas e causam menos danos às células saudáveis. Mas, uma das dificuldades do tratamento é combater as células-tronco desses tumores, que os levam a crescer novamente. Publicada ontem na revista científica “Nature Medicine”, uma pesquisa identificou um inibidor que seria a solução para este problema.
A pesquisa analisou mais de 8.200 substâncias, algumas já aprovadas nos EUA, na busca de um inibidor da enzima Pin 1, que regula as proteínas responsáveis pela proliferação celular de vários tipos de tumor. Os cientistas ficaram surpresos ao ver que o ácido all-trans-retinoico (Atra) — um composto já aprovado para o tratamento de leucemia promielocítica aguda (LPA) — é capaz de eliminar essas células-tronco, além de bloquear os caminhos de fuga das células tumorais pelo corpo (o que também faz com que o câncer volte a se manifestar).
O Atra foi descoberto na década de 1980 e é uma importante droga para tratar a LPA. Antes dele, a mortalidade era maior devido a intensos sangramentos ocasionados pela doença. Agora, os pesquisadores mostraram que seu mecanismo de ação é diferente do que se pensava.
— O uso do Atra para inibir e destruir a enzima Pin 1 representa uma nova abordagem para as terapias-alvo — explica um dos autores do estudo, Kun Ping Lu, do Centro Médico Beth Israel Deaconess (BIDMC) e da Escola Médica da Universidade de Harvard, e um dos descobridores da enzima Pin 1, em 1996. — Isto é extremamente necessário para tratar cânceres agressivos ou resistentes aos medicamentos.

Os cientistas também testaram o Atra no câncer de mama triplo negativo, um dos mais agressivos dos tipos de mama. Os resultados positivos mostram que a substância poderia ser usada em diferentes tumores.
— Os pesquisadores americanos descobriram um novo e interessante mecanismo para o Atra — comenta o oncologista Daniel Tabak, membro titular da Academia Nacional de Medicina. — Este é o avanço da medicina molecular, que implica em identificar alvos em comum para diferentes tipos tumorais, por isso seria eficiente tanto para o câncer de mama quanto a leucemia.
No entanto, a maneira como o Atra é usado atualmente teria que ser revista para atender às novas necessidades.
— Estamos desenvolvendo novas formulações da droga — diz Xiao Zhen Zhou, também pesquisador de BIDMC e de Harvard e autora do estudo. — O Atra aprovado hoje pelo FDA (agência reguladora de remédios dos EUA) tem uma meia-vida de 45 minutos em humanos, o que é pouco para tratar tumores sólidos. E as novas gerações mais potentes do Atra tiveram baixa eficácia em testes em humanos e não inibem o Pin 1. Esta fórmula mais potente atingirá vários “alvos de sonhos”, que hoje não respondem a drogas.
TUMOR DE CÓLON NA MIRA
Ontem também foi publicado na revista “Lancet Oncology” um estudo com mais de mil pacientes de 24 países com câncer de cólon, mostrando que o uso da substância ramucirumab combinado à quimioterapia aumenta em 16% a sobrevida de pacientes. Eles sobreviveram 13,3 meses, enquanto que os tratados com placebo, 11,7 meses. O fármaco atua no processo de angiogênese, que é a criação de vasos sanguíneos através
dos quais os tumores se alimentam e crescem. Os resultados foram comemorados pelos autores, mas questionados por Tabak: — O ganho de sobrevida é muito limitado. Essa abordagem da angiogênese deixou muito a desejar em relação ao que se propunha inicialmente — afirma o especialista.
Fonte: O Globo


Fonte: CRF-PA (Conselho Regional de Farmácia-PA)
DATA: 15/04/2015

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OMS faz alerta para que cesarianas só sejam feitas com indicação médica

A cesariana é uma das cirurgias mais comuns no mundo, com taxas crescendo sobretudo em países de média e alta renda. Embora possa salvar vidas, o procedimento é comumente adotado sem indicação médica e coloca a saúde de mulheres e de seus bebês em risco. O alerta foi feito hoje (10) pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
De acordo com a entidade, a cesariana pode ser necessária quando o parto vaginal coloca em risco a vida da mãe e do bebê, como em casos de trabalho de parto prolongado, sofrimento fetal ou quando o bebê está em uma posição pouco comum.
A OMS destaca que as cesarianas podem provocar complicações como incapacidades ou morte, particularmente quando não há instalações adequadas para os procedimentos cirúrgicos de forma segura ou para tratar possíveis complicações.
Desde 1985, a comunidade médica internacional defende que a taxa ideal de cesarianas esteja entre 10% e 15%. Segundo a OMS, estudos recentes indicam que quando as taxas se aproximam de 10% a mortalidade materna e entre recém-nascidos é menor. Mas, quando a taxa supera os 10%, não há evidências de melhoria nos índices.
Diante da ausência de um sistema de classificação internacionalmente aceito para monitorar e comparar dados relativos a cesarianas, a OMS defende que seja adotado o Sistema Robson, que classifica mulheres internadas para parto em grupos baseados em características como número de gestações anteriores, posição do bebê, idade gestacional, cicatrizes uterinas e número de bebês.
Fonte: Agência Brasil


Fonte: CRF-PA (Conselho Regional de Farmácia-PA)
DATA: 13/04/2015

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OMS mantém ebola como emergência sanitária de alcance internacional

O Comitê de Emergência da OMS (Organização Mundial da Saúde) considerou nesta sexta-feira (10) que a epidemia de ebola na África Ocidental continua sendo uma emergência sanitária de preocupação internacional, por isso que todas as recomendações para evitar sua expansão estão mantidas.
Em entrevista coletiva, Bruce Aylward, principal responsável da OMS para a epidemia de ebola, disse que "ainda existe um risco real" de expansão da doença e que esta vai continuar até "que cheguemos a zero casos".
Apesar desta precaução, o comitê considera que o risco de um contágio internacional está caindo. Isso acontece porque cada vez há menos casos, e porque os três países envolvidos — Guiné, Libéria e Serra Leoa — continuam aplicando controles estritos de saída.
Os membros do comitê decidiram que, perante esta situação, as recomendações estabelecidas há mais de um ano estão mantidas. Ou seja, evitar o contágio no interior dessas nações, manter os controles de saída e impedir que os doentes deixem o país a menos que seja em uma evacuação que cumpra com todas as medidas de segurança.
O comitê voltou a criticar aqueles países que mantêm medidas que vão além das recomendações do organismo, como a quarentena das pessoas que retornaram das três nações mais afetadas, a anulação de voos provenientes desses países e a rejeição de cidadãos dessa região.
Em 15 meses, a epidemia de ebola na África Ocidental infectou 25.550 pessoas, das quais 10.587 morreram. 
Fonte:R7
Fonte: CRF-PA (Conselho Regional de Farmácia-PA)
DATA: 13/04/2015

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