quarta-feira, 27 de maio de 2015

European Heart Journal: Digoxina foi associada a maior risco de mortalidade, principalmente em pacientes com fibrilação atrial



Existem dados conflitantes sobre o efeito do uso de digoxina sobre a mortalidade em pacientes com fibrilação atrial (FA) ou com insuficiência cardíaca congestiva (ICC). O objetivo desta revisão sistemática e meta-análise publicada pelo European Heart Journal foi fornecer uma análise detalhada dos dados disponíveis atualmente.
Pesquisando os bancos de dados MEDLINE e COCHRANE (1993-2014), estudiosos coordenados por Stefan H. Hohnloser, professor de cardiologia na J.W. Goethe University, em Frankfurt, avaliaram os efeitos da digoxina sobre todas as causas de mortalidade em indivíduos com fibrilação atrial (FA) ou insuficiência cardíaca congestiva (ICC). Foi identificado um total de 19 estudos completos. Nove tratando de pacientes com FA, sete de pacientes que sofrem de ICC e três com ambas as condições clínicas. Com base na análise dos resultados de mortalidade ajustados, de todos os 19 estudos, compreendendo 326.426 pacientes, o uso da digoxina foi associado a um aumento do risco relativo de mortalidade por qualquer causa. Em comparação com indivíduos que não recebem glicosídeos, a digoxina foi associada a um aumento do risco de mortalidade de 29% no subgrupo de publicações que compreendem 235.047 pacientes com FA. Entre 91.379 pacientes com insuficiência cardíaca, o risco de mortalidade associado à digoxina aumentou 14%.
A presente revisão sistemática e meta-análise sugere que o uso da digoxina está associado a um aumento do risco de mortalidade, particularmente entre pacientes que sofrem de FA, especialmente quando não há um controle adequado do nível sérico de digoxina. A análise de sensibilidade, no entanto, sugere que os efeitos negativos da digoxina são particularmente evidentes na população com FA, mas um pouco menos desfavoráveis na população com ICC.
Outros ensaios clínicos randomizados sobre a terapia com digoxina devem ser realizados. Até que tais ensaios estejam concluídos, a digoxina deve ser usada com grande cautela e monitoração, particularmente quando administrada para o controle da frequência cardíaca em pacientes com FA.
Fonte: NEWS MED
DATA: 07/05/2015

REFERÊNCIAS:
Disponível em:
eurheartj.oxfordjournals.org



terça-feira, 26 de maio de 2015

Interpol emite alerta em 190 países para 'pílula assassina' usada para emagrecimento

A Interpol emitiu um alerta global para 190 países sobre a 2,4-dinitrofenol, substância ilícita e potencialmente letal, utilizada em medicamentos para emagrecer ou para fazer o chamado "body-building". O alerta aponta a droga como uma "séria e iminente" ameaça para a segurança pública e surge dias após a morte de uma mulher na Grã-Bretanha.
Eloise Aimee Parry, 21 anos, comprou em um site as pílulas para emagrecer e a suspeita é de que o medicamento tivesse a 2,4-dinitrofenol na composição. Além da moça, um homem na França ficou gravemente doente após tomar o mesmo remédio.
Os testes com as pílulas estão sendo realizados em parceria com a Wada, a agência mundial antidoping. Além de ser vendido em pó e cápsulas, o elemento é disponibilizado em forma de creme. Além de ser um princípio ativo ilegal, há outros riscos para a saúde, segundo a Interpol.
O remédio é feito em laboratórios clandestinos, sem seguir normas de higiene e sem especialistas em suas produções — o que ainda expõe os usuários ao risco de superdosagem. A proibição da venda do dinitrofenol ocorreu em 1930. Até então, era largamente usado pela população.
Fonte: Ansa Brasil 


Fonte: CRF-PA (Conselho Regional de Farmácia-Pará)
DATA: 07/05/2015

REFERÊNCIA:




FDA aprova Raplixa para controle de hemorragias em cirurgias

Raplixa é um produto biológico aprovado para uso em adultos para ajudar a controlar o sangramento de pequenos vasos sanguíneos quando técnicas cirúrgicas padrão, como sutura, ligadura ou cauterização são ineficazes ou impraticáveis. Quando aplicado a um local de hemorragia, Raplixa é dissolvido no sangue e começa uma reação entre as proteínas de fibrinogênio e trombina. Isto resulta na formação de coágulos de sangue para ajudar a conter a hemorragia.
Raplixa contém fibrinogênio e trombina, duas proteínas encontradas no plasma humano, a parte líquida do sangue. Os dois componentes proteicos são purificados individualmente utilizando um processo de fabricação que inclui a inativação e remoção de vírus para ajudar a reduzir o risco de transmissão viral pelo sangue. Os componentes do selante de fibrina são, em seguida, secos por pulverização, misturados e embalados num frasco. Raplixa pode ser aplicado diretamente a partir do frasco do produto original ou por pulverização com um dispositivo de administração em um local de hemorragia. Ele está aprovado para utilização em conjunto com uma esponja de gelatina absorvível.
“Esta aprovação oferece aos cirurgiões uma opção adicional para ajudar a controlar o sangramento durante uma cirurgia quando for necessário”, disse Karen Midthun, diretor do FDA’s Center for Biologics Evaluation and Research. "O processo de secagem por pulverização usado para fabricar Raplixa produz pós secos que podem ser combinados num único frasco. Isto elimina a necessidade de combinar o fibrinogênio e trombina antes da utilização e permite que o produto seja armazenado à temperatura ambiente. "
A FDA revisou os dados de um estudo clínico envolvendo 719 participantes, por mais de onze meses, submetidos a diferentes tipos de procedimentos cirúrgicos. O estudo demonstrou a eficácia de Raplixa comparando o tempo necessário para estancar a hemorragia quando se utiliza este selante de fibrina e quando se usa uma esponja absorvível sozinha.
As reações adversas mais frequentemente relatadas foram dor, náuseas, obstipação, febre e diminuição da pressão arterial.
Raplixa é fabricado pela ProFibrix BV, uma subsidiária integral da The Medicines Company, com sede em Parsippany, Nova Jersey.


Fonte: NEWS MED
DATA: 06/05/2015

REFERÊNCIAS:
Disponível em:

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Vacina contra meningite B chega ao Brasil; dose custará a partir de R$ 340



A farmacêutica GSK lança nesta terça-feira (5) no Brasil uma nova vacina para prevenir a meningite bacteriana tipo B, imunização ainda não realizada na rede pública para combater o subtipo da doença.
Aprovada em janeiro pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a vacina chamada de Bexsero já é oferecida pela companhia nos Estados Unidos e na Europa.
Desenvolvida a partir de 1995, a medicação é recomendada principalmente para crianças com até 1 ano. Segundo a GSK, cada dose será oferecida às clínicas por R$ 340, mas o preço pode variar entre os estados brasileiros devido à tributação.
Segundo a empresa, bebês com idade entre 2 a 5 meses precisam tomar três doses. Em crianças com faixa etária entre 6 e 11 meses, a recomendação é de duas doses. Ambas as faixas etárias são classificadas como grupo prioritário. Já para quem tem mais de 1 ano e até 50 anos, a recomendação é de duas doses.
A GSK vai requerer ao Ministério da Saúde a incorporação do medicamento no Sistema Único de Saúde (SUS). Caso seja aprovada, a vacina poderá integrar o calendário nacional de vacinação.
O que é a meningite?
As meninges são as membranas que envolvem todo o sistema nervoso central. A meningite ocorre quando há alguma inflamação desse revestimento, causado por micro-organismos, alergias a medicamentos, câncer e outros agentes.
Ela é transmitida quando pequenas gotas de saliva da pessoa infectada entram em contato com as mucosas do nariz ou da boca de um indivíduo saudável. Pode ser por meio de tosse, espirro ou pelo contato com barras de apoio dos ônibus, por exemplo.
Os principais sintomas da doença são dor de cabeça, febre e confusão mental. Nem sempre há rigidez na nuca, e o teste não pode ser feito por um leigo apenas ao baixar a cabeça – só um médico pode avaliar o quadro corretamente.
Sem previsão de incorporação
De acordo com o Ministério da Saúde, ainda não foi feito nenhum pedido de incorporação da vacina para prevenir a meningite B.
No entanto, quando isto ocorrer, o medicamento precisará ser analisado pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec), onde terão que ser comprovadas evidências clínicas consolidadas, eficácia, eficiência e custo-efetividade como produto de estratégia de saúde pública.
Atualmente fazem parte do calendário nacional de vacinação quatro vacinas que protegem contra a meningite: a BCG, em dose única aplicada ao nascer; a pentavalente, com doses aos dois, quatro e seis meses de vida; a meningocócica C, oferecida à criança aos três e cinco meses de idade; e a pneumocócica, recebida pelo bebê quando ele tem dois, quatro e seis meses de vida.
Segundo a pasta, em 2014 foram notificados 17 mil casos de meningite, de todos os tipos, sendo 146 do sorogrupo tipo B.


Fonte: G1


Fonte: CRF-PA ( Conselho Federal de Farmácia-Pará)
DATA: 05/05/2015

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