terça-feira, 27 de outubro de 2015

Brasil fica entre piores em ranking de tratamentos paliativos a pacientes terminais



O Brasil ficou na antepenúltima posição em um ranking de 40 países que avaliou tratamentos paliativos para pacientes em estado terminal. O estudo, feito pela consultoria Economist Intelligence Unit, analisou a disponibilidade, o custo e a qualidade destes tratamentos. Grã-Bretanha, Austrália e Nova Zelândia lideraram o ranking geral. O Brasil ficou na 38ª posição, à frente apenas de Uganda e Índia.
A lista incluiu 30 integrantes da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e outros 10 países com dados disponíveis.
"Os países na lanterna incluem, sem surpresa, países em desenvolvimento e dos Brics, como China, México, Brasil, Índia e Uganda, onde, apesar de exceções notáveis de excelência... avanços em prover tratamento no fim da vida são lentos", disse o estudo.
"Não é surpresa encontrar países como Grã-Bretanha, Austrália e Nova Zelândia no topo do ranking, dado a relativa riqueza, infraestrutura e longo reconhecimento da importância de desenvolver estratégias nacionais de saúde no fim da vida".
Diferenças culturais

O Brasil também ficou nas últimas posições no quesito disponibilidade de tratamentos, ocupando a 36ª posição, à frente apenas de Eslováquia, Portugal, Rússia e China. Essa lista também foi liderada por Grã-Bretanha, Nova Zelândia e Austrália.
Sheila Payne, diretora do Observatório Internacional para Tratamento no Fim da Vida, disse que a baixa pontuação de nações em desenvolvimento "se deve à falta de financiamento e reconhecimento nestes países sobre políticas públicas de saúde em tratamento paliativo".
O relatório também aponta para razões culturais que influenciam no tratamento dado a pacientes terminais, como os tabus fortes sobre morte em países como Japão, China e na Índia, onde muitas família preferem ocultar do paciente sua real condição médica para protegê-lo.
Já nos Estados Unidos, parece imperar a política do "manter vivo custe o que custar", sugere o texto.
"Somos o epicentro das tecnologias que nos permitem deixar as pessoas vivas por mais 60 dias sem nenhuma melhora no resultado, mas com um aumento substancial nos custos", disse Paul Keckley, diretor-executivo do Centro Deloitte para Soluções de Saúde, braço da consultoria Deloitte, citado no relatório.
"E quanto mais fundamentalista, evangélico ou conservador (for a família), menos as pessoas irão desafiar a opinião médica ou pedir por algo que não seja recomendada pelo médico".
Conhecimento público de tratamentos
O Brasil também ficou nas últimas posições no ranking de conhecimento público sobre tratamentos disponíveis no fim da vida.
Numa escala que mediu o nível de conhecimento de 1 a 5, o Brasil ficou no grupo 2, junto com Finlândia, Índia, Itália, México, Portugal, Rússia, Suíça, entre outros países. Bélgica, Irlanda e Grã-Bretanha lideraram a lista.
Fonte: CRF-RJ (Conselho Regional de Farmácia do rio de Janeiro)
DATA: 08/10/2015
REFERÊNCIA:


sexta-feira, 23 de outubro de 2015

CIENTISTAS APOSTAM EM CÉLULAS-TRONCO EM PESQUISA PARA CURAR CEGUEIRA

Cirurgiões em Londres realizaram uma operação pioneira para testar um novo tratamento de um tipo de cegueira usando células-tronco.
A “cobaia” foi uma mulher de 60 anos, portadora de degeneração macular, uma doença ocular degenerativa, em procedimento realizado no Moorfields Eye Hospital. A doença é a principal causa de perda de visão em países desenvolvidos.
No Brasil, cerca de 2,9 milhões de pessoas com mais de 65 anos têm a doença, segundo dados do Conselho Brasileiro de Oftalmologia.
A técnica envolve o uso de uma espécie de “remendo”, feito com células oculares provenientes de doações, implantado na parte posterior da retina.
A cirurgia faz parte de um projeto criado há uma década para tentar reverter a perda de visão em pacientes com degeneração macular. Dez pacientes com o tipo “úmido” da doença, considerado o mais grave, participarão dos testes.
Todos eles têm expectativa de sofrer perda súbita de visão por conta de defeitos nos vasos sanguíneos localizados nos olhos.
Após a cirurgia, os pacientes serão monitorados por um ano para que se cheque se o tratamento é seguro e se houve melhora de visão.
A mulher que se submeteu à cirurgia não quis ser identificada. Segundo o coordenador do projeto, o médico Peter Coffey, do Instituto de Oftalmologia da University College London, o remendo de células parece estável.
“Não poderemos saber antes do Natal se a visão está boa e por quanto tempo pode ser mantida”, explicou Coffey.
As células usadas na terapia são do epitélio pigmentar da retina (EPR), uma camada celular responsável pela “manutenção” dos fotorreceptores na mácula, o ponto do olho em que enxergamos com maior clareza e definição. Em casos de degeneração macular, as células EPR morrem e pacientes perdem sua visão central, que fica distorcida e borrada.
“Este é um projeto verdadeiramente regenerativo. No passado, era impossível substituir células perdidas. Se conseguirmos fazer com que as células implantadas funcionem, isso seria de imenso benefício para pessoas ameaçadas de cegueira”, explica Lyndon Da Cruz, do Moorfields Eye Hospital, e que conduziu a cirurgia inicial.

‘Viável’

A equipe trabalhando em Moorfields recebe apoio financeiro da empresa farmacêutica Pfizer.
Não é a primeira vez que cientistas usaram células-tronco em tratamentos de cegueira. Em 2012, pacientes com a doença de Stargardt, que também é marcada pela degeneração da visão, foram injetadas com embriões em experimentos nos EUA e na Grã-Bretanha, que também envolveram uma equipe de Moorfields.
O hospital londrino também tem um programa em que 40 pacientes com degeneração macular receberam tratamento com células tiradas dos próprios olhos.
“Vimos alguns casos impressionantes de recuperação, com algumas pessoas conseguindo voltar a ler e a dirigir. E essa recuperação tem sido sustentada por anos”, explica Da Cruz.
O médico, no entanto, ressalta que o uso de células dos próprios pacientes é complexo e traz riscos, o que explica o fato de o novo estudo usar as células-tronco, que podem produzir um suprimento ilimitado de células.
Estudos em animais mostraram, segundo Da Cruz, que o uso dos “remendos” é viável. Mas até que conheçam os primeiros resultados dos testes em humanos, seu funcionamento em humanos permanece uma incógnita.
Fonte: CRF-ES (Conselho Regional de Farmácia do Espírito Santo)
DATA: 30/09/2015

REFERÊNCIA:


Cientistas inventam chocolate 'medicinal'



No World Chocolate Forum, em Londres, foi anunciada a criação de uma barra de chocolate protótipo com apenas 35% de gordura, comparativamente 70% presentes num chocolate comum.
Como noticia o Mirror, esta barra de chocolate ‘medicinal’ foi desenvolvida pelos cientistas da empresa de chocolates Kuka Xoco. A empresa diz ter encontrado uma forma de fazer cacau, o ingrediente natural no chocolate, removendo a necessidade de gorduras e açúcares.
Apesar de o cacau conter antioxidantes e minerais que representam inúmeros benefícios para a saúde, estes benefícios são ‘cancelados’ pelos açúcares, gorduras e adoçantes artificiais presentes na maior parte dos chocolates.
Entre os seus benefícios, acredita-se que o chocolate ajude a baixar a tensão arterial, proteja o sistema nervoso e diminua o risco de ataque cardíaco. Com a eliminação dos açúcares e gorduras seria possível aproveitar em pleno os benefícios do cacau.
Para já este chocolate é apenas um protótipo e não está disponível para venda. A empresa revela ainda que a sua meta é conseguir fazer um chocolate com apenas 10% de gordura e açúcar.
Fonte: CRF-RJ (Conselho regional de Farmácia do Rio de Janeiro)
DATA: 06/10/2015

REFERÊNCIA:
Disponível em: http://crf-rj.org.br/noticias/1444-cientistas-inventam-chocolate-medicinal.html

terça-feira, 20 de outubro de 2015

REINO UNIDO AUTORIZA PRIMEIROS TRANSPLANTES DE ÚTERO NO PAÍS

Procedimento experimental já foi feito na Suécia, Turquia e Arábia Saudita.
Há um ano, sueca com útero transplantado deu à luz, em feito inédito.
Pesquisadores do Reino Unido receberam, nesta terça-feira (29), autorização para fazerem transplante de útero em 10 mulheres no país. Segundo o jornal “The Guardian”, o ensaio clínico foi aprovado por um comitê de ética do Imperial College London e a equipe de pesquisa já identificou mais de 100 candidatas que atendem ao perfil buscado pelo estudo. 
O procedimento, já feito de maneira experimental na Suécia, Turquia e Arábia Saudita, traz esperança para mulheres que nasceram sem útero ou que perderam o órgão devido a um problema de saúde. Em setembro de 2014, uma sueca de 36 anos que recebeu um útero doado por uma amiga da família deu à luz um bebê saudável, provando o sucesso da técnica.
Segundo os envolvidos no projeto, caso o ensaio clínico seja bem sucedido, o primeiro bebê britânico gerado como resultado de transplante de útero poderia nascer entre 2017 e 2018.
“Como vimos no programa de transplante de útero extremammente bem-sucedido realizado por nossos colegas na Suécia, essa operação é claramente uma opção viável para aquelas mulheres que, de outra forma, não teriam nenhuma chance de gerar seu próprio bebê”, afirmou o ginecologista Richard Smith, líder da equipe de pesquisa.
Fonte: CRF-ES (Conselho Regional de Farmácia do Espírito Santo)
DATA: 30/09/2015

REFERÊNCIA: