terça-feira, 7 de outubro de 2014

Três novos antibióticos aprovados pela FDA



Ao longo dos últimos meses, a Food and Drug Administration (FDA) aprovou três novos antibióticos para tratar pacientes com infecções bacterianas agudas da pele e de estruturas da pele (ABSSSI) causadas por bactérias como o Staphylococcus aureus, incluindo cepas resistentes à meticilina, também conhecidas como infecções por MRSA.
Em 23 de maio, a FDA aprovou Dalvance (dalbavancina), uma medicação injetável, administrada por via intravenosa, em duas doses, com uma semana de intervalo entre as doses. Em 20 de junho, a FDA aprovou Sivextro (fosfato de tedizolide), disponível para uso oral e intravenoso, administrado uma vez por dia durante seis dias. Em 6 de agosto, a FDA aprovou Orbactiv (oritavancina), um medicamento injetável administrado em dose única para compor um curso completo de terapia.
Nestas aprovações, os fabricantes dos medicamentos puderam tirar proveito dos incentivos recentemente promulgados para ajudar a trazer novos antimicrobianos para o mercado. Cada uma dessas medicações foi aprovada depois de ter sido designada como um produto Qualified Infectious Disease Product (QIDP) da Lei GAIN. Como parte dessa designação QIDP, a aplicação da revisão da medicação pela FDA foi acelerada. Esta designação também qualifica as medicações por cinco anos de exclusividade de comercialização para serem adicionadas a certa exclusividade já fornecida pela Food, Drug and Cosmetic Act. Até o momento, a FDA concedeu a designação QIDP a trinta e nove antibióticos em desenvolvimento.
O desenvolvimento destes três novos antibióticos também foi ajudado pela colaboração científica entre as partes interessadas no avanço de novas terapias antimicrobianas. O Biomarkers Consortium of the Foundation for the National Institutes of Health, especialistas acadêmicos e da indústria e outros colaboradores fizeram recomendações valiosas para a FDA em relação à concepção de estudos científicos para mostrar a eficácia dessas medicações em ensaios clínicos.
Segundo Janet Woodcock, diretora do FDA’s Center for Drug Evaluation and Research, há um longo caminho a percorrer no sentido de construir um arsenal novo e eficaz de produtos antimicrobianos. E uma vez aprovado, será fundamental que os profissionais de saúde prescrevam adequadamente estes novos antibióticos. Com a colaboração e o esforço concentrado de muitas partes interessadas, públicas e privadas, há como avançar e construir uma empresa de pesquisa e desenvolvimento antibacteriano capaz de trazer novos medicamentos para os pacientes que deles necessitam. Estas três aprovações são um começo encorajador!
FONTE: Food and Drug Administration (FDA).
Data: 01/10/2014

REFERÊNCIA

FDA, Food and Drug Administration, 2014. Three encouraging steps towards new antibiotics. Disponível em: <http://blogs.fda.gov/fdavoice/index.php/2014/09/three-encouraging-steps-towards-new-antibiotics/>. Acesso em: 1 out. 2014.


Adoçantes artificiais podem induzir intolerância à glicose alterando a flora intestinal



Os adoçantes artificiais têm sido largamente usados em todo o mundo. Cientistas descobriram que, após a exposição a adoçantes artificiais, nossas bactérias intestinais (flora intestinal) podem provocar alterações metabólicas prejudiciais ao nosso organismo tais como intolerância à glicose e disbioses intestinais. O trabalho foi realizado pelo Dr. Eran Elinav do Weizmann Institute of Science's Department of Immunology e pelo professor Eran Segal do Department of Computer Science and Applied Mathematics e publicado pela revista NATURE.
Adoçantes artificiais não calóricos (NAS) estão entre os aditivos alimentares mais utilizados em todo o mundo, regularmente consumidos por indivíduos magros e obesos. O consumo de NAS é considerado seguro e benéfico devido ao seu baixo teor calórico, mas o apoio de dados científicos aprovando este consumo permanece escasso e controverso.
Estudo publicado pela revista NATURE diz que o consumo de NAS normalmente utilizadas impulsiona o desenvolvimento de intolerância à glicose, através da indução de alterações composicionais e funcionais da microbiota intestinal. Estes efeitos metabólicos prejudiciais dos NAS são abolidos pelo tratamento com antibióticos e são totalmente transmissíveis para ratos livres de germes, mediante transplante fecal de configurações da microbiota a partir de ratinhos que consomem NAS, ou da microbiota anaerobicamente incubada na presença do NAS. Os pesquisadores identificaram vias metabólicas microbianas alteradas que podem sediar a susceptibilidade a doenças metabólicas, demonstraram disbioses intestinais induzidas pelos NAS e indução à intolerância à glicose em seres humanos saudáveis.
Coletivamente, estes resultados ligando o consumo de NAS, disbioses e distúrbios metabólicos chama atenção para uma reavaliação do uso maciço de NAS.

REFERÊNCIA

·         NEWS.MED.BR, 2014. Nature: adoçantes artificiais podem induzir intolerância à glicose alterando a flora intestinal. Disponível em: <http://www.news.med.br/p/saude/573102/nature-adocantes-artificiais-podem-induzir-intolerancia-a-glicose-alterando-a-flora-intestinal.htm>. Acesso em: 30 set. 2014.

·         http://www.nature.com/nature/journal/vaop/ncurrent/full/nature13793.html

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Vacina experimental contra ebola pode surgir em meses



Milhares de doses de vacinas experimentais contra o ebola devem estar disponíveis nos próximos meses. Elas poderão ser dadas já em janeiro para os trabalhadores de saúde e a pessoas com alto risco de se contaminar, segundo informou a Organização Mundial da Saúde.
Especialistas em saúde pública buscam terapias experimentais e meios não convencionais para combater o surto na África Ocidental. Nenhuma vacina provou ser segura ou eficaz em humanos, disse Marie-Paule Kieny, diretora-geral-assistente da OMS. O governo canadense já doou 800 frascos de uma vacina que desenvolveu antes de licenciá-la a uma companhia local. Kieny disse que a empresa deverá produzir milhares de doses nos próximos meses.
Ainda não estão claras quantas doses os 800 frascos podem conter, já que é preciso determinar a eficácia da vacina. Segundo Kieny, o provável é que os frascos contenham cerca de 1.500 doses. Até o início do próximo ano, deve haver cerca de 10.000 doses de outra vacina, desenvolvida pelos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos e pela empresa GlaxoSmithKline. O número de mortes devido ao ebola na África subiu para ao menos 3.091, e há 6.574 casos suspeitos ou confirmados, segundo a OMS. A Libéria, país mais afetado, já registrou 1.830 mortes, cerca de três vezes mais do que a Guiné ou Serra Leoa, os outros dois mais atingidos.
FONTE: CFF (Conselho Federal de Farmácia).
Data: 29/09/2014

REFERÊNCIA

http://www.cff.org.br/noticia.php?id=2285&titulo=Vacina+experimental+contra+ebola+pode+surgir+em+meses

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Agência suspende medicamento com odor alterado, cosméticos irregulares e publicidade enganosa de alimento

        ANVISA determinou a suspensão da distribuição, comércio e uso, em todo o país, de todos os lotes do medicamento Alumimax (Hidróxido de Alumínio) 60 mg/ml, suspensão oral. A empresa fabricante, Natulab Laboratório S.A., comunicou o recolhimento voluntário do medicamento após não identificar as causas do odor alterado do medicamento citado. Também foi suspenso a distribuição, comercialização e uso dos lotes DEHR 006 e DEHR 007 do cosmético Loção Oleosa – Ácidos Graxos Essencias (Age) com Vitamina A – E, Deriva- Rivka. 
     Ambos os lotes, fabricados pela empresa Hadassah Cosméticos Ltda, apresentaram resultados insatisfatórios no ensaio de aspecto, onde se constatou cor amarela mais clara que o padrão e precipitado de cor amarelo escuro e turvo. O produto Ideal Shampoo para limpeza, fabricado por empresa desconhecida, também foi suspenso. A medida foi determinada após a comprovação de que o produto estava sendo fabricado e comercializado sem possuir registro ou notificação na ANVISA. A Agência também suspendeu todas as publicidades que atribuam propriedades terapêuticas ao alimento de marca Pontencil Masculino. 
       O produto, distribuído pela empresa Brascom Home Telemarketing Ltda – Me, estava sendo divulgado irregularmente, por meio de Internet, com alegações que contrariam o registro na ANVISA e podem induzir o consumidor ao erro em relação a verdadeira natureza do produto. Interdição cautelar Foi interditado cautelarmente, pelo prazo de 90 dias, o lote AR 877 do medicamento Carbamazepina 200mg, comprimido, fabricado por Sanval Comércio e Indústria Ltda. A medida é por causa do resultado insatisfatório obtido no ensaio de dissolução. Todas as determinações acima foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU).

 FONTE: ANVISA (AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA)
Data: 26/09/2014

REFERÊNCIA

http://portal.anvisa.gov.br/wps/content/anvisa+portal/anvisa/sala+de+imprensa/menu+-+noticias+anos/2014+noticiasagencia+suspende+medicamento+com+odor+alterado+cosmeticos+irregulares+e+publicidade+enganosa+de+alimento

http://pesquisa.in.gov.br/imprensa/jsp/visualiza/index.jsp?data=26/09/2014&jornal=1&pagina=68&totalArquivos=240

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Consulte as listas de medicamentos que terão produção descontinuada ou reativada



As listas de medicamentos1 para os quais os laboratórios notificaram a descontinuação ou reativação da produção já estão disponíveis no site da ANVISA. Com isso, os motivos para interrupção de fabricação ou importação do produto passam a estar acessíveis a qualquer cidadão pelo portal da Agência. As empresas detentoras dos registros também devem divulgar em seus canais de atendimento ao consumidor e profissionais de saúde os produtos que serão descontinuados.
Desde abril, os fabricantes e importadores de medicamentos devem informar à ANVISA a intenção de retirar do mercado produtos com, no mínimo, seis meses de antecedência. Ao informar à ANVISA sobre a descontinuação, a empresa detentora do registro precisa explicar as razões da interrupção. A obrigatoriedade está prevista na RDC 18/20142. O desrespeito à norma poderá acarretar punição com advertência, interdição do fabricante e multa que vai de R$ 2 mil a R$ 1,5 milhão.
Descontinuação
A ANVISA não possui instrumento legal que impeça os laboratórios farmacêuticos de retirarem seus medicamentos do mercado. Seja por motivos técnicos ou comerciais, a Agência entende que a gestão efetiva desse problema envolve o compartilhamento de responsabilidades para o adequado planejamento, monitoramento contínuo, comunicação eficiente e articulação entre fabricantes ou importadores e agentes públicos, profissionais de saúde e usuários para se evitar ou minimizar os possíveis impactos de desabastecimento.
Todas as notificações apresentadas pelas empresas serão disponibilizadas para consulta ao cidadão, mas é importante informar que nem toda descontinuação gera desabastecimento de mercado. Muitas podem ser as causas da falta de um determinado medicamento, por isso a ANVISA realiza o monitoramento das informações a partir dos dados apresentados pelas empresas e poderá adotar medidas adicionais com o objetivo de reduzir o impacto da descontinuação nos casos de risco de desabastecimento que possa comprometer a política de assistência farmacêutica e trazer consequências negativas à saúde da população.
Nos casos de descontinuação temporária ou definitiva da fabricação ou importação de medicamentos que possam causar desabastecimento de mercado, a comunicação à ANVISA deverá ser realizada pela empresa com doze meses de antecedência.

FONTE: ANVISA (AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA)
Data: 24/09/2014

REFERÊNCIAS


·         2http://pesquisa.in.gov.br/imprensa/jsp/visualiza/index.jsp?data=07/04/2014&jornal=1&pagina=37&totalArquivos=88